sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Lombalgia e Pilates


A lombalgia é caracterizada por dor crônica na região lombar da coluna (a parte baixa da coluna, perto do quadril) e acomete pessoas independente de sua idade e condicionamento físico. Ela acontece geralmente por fraqueza na musculatura profunda do tronco (transverso abdominal) responsável por sustentar a estrutura da coluna, como um “cinturão de músculos” e outras vezes por falta de flexibilidade em alguns músculos posteriores do corpo.

A queixa de lombalgia é um dos problemas mais comuns da sociedade moderna e afeta grande parte das pessoas economicamente ativas, incapacitando-as temporária e até mesmo definitivamente para as atividades físicas e profissionais. Especialistas no assunto apontam a falta de fortalecimento dos músculos extensores do tronco e falta de flexibilidade da cadeia posterior (lombar inferior e posterior da coxa) como causa para tal queixa (ROSA; LIMA, 2009).

Segundo Kolyniak et al. (2004) são sugeridos exercícios voltados para o fortalecimento e alongamento desses músculos nos programas de prevenção e reabilitação da lombalgia, e seus estudos mostram que o método Pilates pode ser uma eficiente ferramenta para o fortalecimento da musculatura extensora e flexora do tronco proporcionando maior estabilidade muscular, podendo diminuir as dores na região lombar.

Pacientes com lombalgia apresentavam 40% de decréscimo na força de extensores do tronco em relação aos indivíduos do grupo controle e após oito semanas de treinamento de força com ênfase nos extensores do tronco, eles apresentaram ganho de 100% na força desses músculos em relação ao início do treinamento (KOLYNIAK et al.,2004).

Os exercícios do método Pilates são, na sua maioria, realizados na posição deitada, proporcionando pouco impacto nas articulações de sustentação do corpo e, principalmente, na coluna vertebral, permitindo recuperação das estruturas musculares, articulares e ligamentares particularmente da região lombar, o que pode atenuar e até mesmo acabar com as dores lombares.

Portanto, para evitar a dor da região lombar, você deve manter seu corpo flexível e fortalecido, isso pode evitar lesões, melhorar a saúde de sua coluna e diminuir ou até mesmo, acabar com as suas dores lombares, melhorando sua qualidade de vida, disposição e a auto-estima.

Referências:

Avaliação isocinética da musculatura envolvida na flexão e extensão do tronco: efeito do método Pilates./Autores: Inélia Ester Garcia Garcia Kolyniak, Sonia Maria de Barros Cavalcanti, e Marcelo Saldanha Aoki./ Rev Bras Med Esporte _ Vol. 10, Nº 6 – Nov/Dez, 2004

Correlação entre flexibilidade e lombalgia em praticantes de pilates. /Autores: Humberto Luiz Rosa, Jorge Roberto Perrout de Lima./ Rev. Min. Educ. Fís., Viçosa, v. 17, n. 1, p. 64-73, 2009



Dúvidas ou sugestões:

email: paulofisio@gmail.com

twitter: @_paulofisio

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Sonho e Superação





Confira esta emocionante história de Emmanuel Kelly.
Um exemplo de força, perseverança e dedicação. Se você gostar, compartilhe com seus amigos!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Treinamento funcional em casa

BENEFÍCIOS DA ATIVIDADE FÍSICA E/OU DO EXERCÍCIO REGULARES


Melhora na Função Cardiovascular e Respiratória

- Captação máxima de oxigênio aumentada como resultado de adaptações tanto centrais quanto periféricas;

- ventilação-,imuto reduzida para determinada intensidade submáxima absoluta;
- Custo em oxigênio para o miocárdio reduzido para uma determinada intensidade submáxima absoluta;
- Frequência cardíaca e pressão arterial reduzidas para determinada intensidade submáxima;
- Densidade capilar aumentada no músculo esquelético;
- Limiar de exercício aumentado para o acúmulo de lactato no sangue;
- Limiar do exercício aumentado para o início de sinais ou sintomas de doenças (por exemplo, angina do peito, depressão isquêmica do segmento ST, claudicação);

Redução nos fatores de Risco para Doença Coronariana

- Pressões sistólica/diastólica em repouso reduzidas;
- Níveis séricos aumentados do colesterol lipoprotéico de alta densidade e reduzidos dos triglicerídios;
- Gordura corporal total reduzida, gordura intr-abdominal reduzida;
- Necessidades de insulina reduzidas, melhor tolerância à glicose;
- Adesividade e agregação plaquetárias reduzidas;

Morbidez e Mortalidade Reduzidas

- Prevenção primária (isto é, intervenções para prevenir a ocorrência inicial);
- Os níveis mais altos de atividade e/ou aptidão estão associados com taxas de morte mais baixas para doenças coronariana;
- Os níveis mais altos de atividade e/ou de aptidão estão associados com taxas de incidência mais baixas para a combinação de doença cardiovascular, doença coronariana, acidente vascular cerebral, diabetes do tipo 2, fraturas osteoporóticas, câncer do cólon e da mama, e doença vesicular;
- Prevenção secundária (isto é, intervenções após um evento cardíaco [para prevenir outros eventos]);
- Com base em metanálises (dados acumulados através de vários estudos), a mortalidade cardiovascular e devida a todas as causas é reduzida em pacientes no pós-infarto do miocárdio que participam em um treinamento com exercícios de reabilitação cardíaca, especialmente como um componente da redução multifatorial dos fatores de risco;
- Os ensaios controlados e randomizados do treinamento com exercícios para reabilitação cardíaca envolvendo pacientes no pós-infarto do miocárdio não confirmam uma redução na taxa de reinfarto não-fatal;

Outros Benefícios Postulados

- Redução da ansiedade e da depressão;
- Função física aprimorada e estilo de vida independente em pessoas mais velhas;
- Sensações aumentadas de bem-estar;
- Melhor execução do trabalho e das atividade recreativas e esportivas;

Isso é verdadeiro para a meia-idade e a idade mais avançada (da quinta até a nona décadas), indicando que nunca é tarde para tornar-se fisicamente ativo a fim de conseguir benefícios para a saúde.

*Adaptado das Referências 3,19: United States Department of Health and Human Services. Physical activity and health: a report of the Surgeon General, 1996; Kesaniemi YK, Danforth E Jr, Jensen MD, et al. Dose-response issues concerning physical activity and health: an evidence-based symposium. Med Sci Sports Exerc 2001;33;S351-358.

Fonte: DIRETRIZES DO ACSM PARA OS TESTES DE ESFORÇO E SUA PRESCRIÇÃO, SÉTIMA EDIÇÃO

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Proteínas e ganho de massa magra


A musculação estimula o crescimento dos músculos, mas para que isso ocorra, devemos fornecer ao organismo o “material” para esse desenvolvimento. Por um sistema chamado METABOLISMO, o organismo usa carboidratos, proteínas e gorduras para gerar energia necessária para o crescimento e manutenção da vida (catabolismo). No metabolismo, as proteínas são degradadas em aminoácidos e as células os utilizam para reparar músculos e tecidos, resultando no crescimento muscular.

Baseado nessa idéia a lógica seria: quanto mais proteínas você ingerisse, mais músculos seu corpo iria desenvolver. Mas não é bem assim que acontece… O excesso de proteínas é convertido em calorias a mais que serão usadas com fonte de energia ou depósito de gordura.

As pessoas que fazem um treino de força e desejam hipertrofia, realmente necessitam de maiores quantidades de proteínas e aminoácidos, porém necessitam também do aumento da quantidade de calorias vindas de carboidratos e lipídios, o que geralmente não é feito. Indivíduos iniciantes nos treinos de musculação e adolescentes também necessitam de uma maior quantidade de proteínas.

As proteínas são peças-chave no reparo e na construção de tecido muscular. Ao levantar pesos, você causa pequenas rupturas nas fibras musculares e em função disso, o organismo irá buscar energia e aminoácidos para reparar essas lesões. Porém, o excesso de aminoácidos não trará benefícios, afinal, as células musculares absorvem a quantidade exata de nutrientes que necessitam e o que for ingerido em excesso terá outro destino.

Então, o ideal é uma dieta rica em carboidratos bons e razoável em proteínas e gorduras boas, pois dessa forma você terá energia e força para treinar e irá disponibilizar proteína o suficiente para os músculos serem reparados no período de repouso.

Lembrando que as melhores fontes de proteína são as de origem animal: carnes, aves, peixes, leite e derivados, ovos, whey protein, etc. E os aminoácidos com benefício comprovado são: glutamina, BCAA’s, arginina e leucina.

Consulte um nutricionista esportivo para que ele calcule suas necessidades energéticas, de proteínas e necessidade de suplementação.

Bons treinos!

REFERÊNCIAS:

KLEINER, Susan M.; GREENWOOD-ROBINSON, Maggie. Nutrição para o treinamento de força. São Paulo. Editora Manole, 2002.

BIESEK, Simone; GUERRA, Isabela, ALVES, Letícia Azen. Estratégias de nutrição e suplementação no esporte. Editora Manole, 2005.